Os últimos pingos de chuva caindo na janela. Um sentimento em comum: saudade. Daquilo que vem, daquilo que vai. Daquilo que vem do que vai. Estamos fadados a isso e, ainda assim, sorrindo. A saudade dói, mas se pararmos para pensar, anestesia. Porque senti-la nos obriga a buscar as lembranças de pessoas que nos fizeram felizes. E por mais que fira, cura. O sentimento mais presente nas poesias e canções. É obrigatória no amor. Tentamos matá-la, mesmo que temporariamente, longe ou perto de quem sentimos saudade. Relemos cartas, revemos fotos, reviramos a memória. Fechamos os olhos e ao mesmo tempo abrimos um sorriso sem mostrar os dentes, o que condena estarmos sentindo a desesperada necessidade de puxar aquela pessoa do nosso pensamento para junto de nós. Além de tudo isso, é um sentimento completamente próprio da língua portuguesa. Os ingleses sentem falta. Nós sentimos saudade. E existe uma grande diferença (mesmo que paradoxalmente possa ser uma linha tênue, em determinados casos) entre “I miss you” e “eu sinto saudade”. Saudade é medo, amor, distância, ontem, a música que você ouviu hoje, o beijo que você não deu, o amor que você recusou, o momento que você desperdiçou, a mão que você pegou, a ajuda que deu, o jardim que regou, o texto que você acabou de ler, a pessoa de quem você acabou de lembrar, a cama desarrumada. Tipo agora.
Texto: Saudades demais | @DepoisdosQuinze.
sábado, 24 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
CANSEI! cansei desse mesmo lugar, cansei dessas mesmas pessoas, das mesmas coisas, da mesma rotina, das mesmas idéias, das mesmas falsidades, das mesmas palavras, das mesmas obviedades, das mesmas brincadeiras, das mesmas vontades, das mesmas tristezas e das mesmas alegrias. Cansei das mesmas novidades, desses mesmos 'jogos', das mesmas mentes idênticas e fechadas, cansei dessa vida. Eu preciso de algo novo, que mude esse lugar, que mude a mim...
terça-feira, 13 de julho de 2010
Eu sei quem eu sou, os outros me imaginam.
A maior ‘prisão’ que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos.
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que estamos sempre muito mais preocupados com o que o outros acham sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
Talvez nem eu mesma saiba quem ao certo sou, quanto mais as pessoas que nem me conhecem direito e insistem em querer me julgar, e me definir com oque supostamente acham que eu sou, pensem oque quiserem eu já não me importo.
Confesso, que durante muito tempo eu fiquei preocupada com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa, me preocupo mais com a minha consciência, do que com a minha reputação. Porque a minha consciência é o que eu sou e a minha reputação é o que os outros pensam de mim. E o que os outros pensam de mim, é problema deles, e afinal eles são e sempre serão outros.
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que estamos sempre muito mais preocupados com o que o outros acham sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
Talvez nem eu mesma saiba quem ao certo sou, quanto mais as pessoas que nem me conhecem direito e insistem em querer me julgar, e me definir com oque supostamente acham que eu sou, pensem oque quiserem eu já não me importo.
Confesso, que durante muito tempo eu fiquei preocupada com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa, me preocupo mais com a minha consciência, do que com a minha reputação. Porque a minha consciência é o que eu sou e a minha reputação é o que os outros pensam de mim. E o que os outros pensam de mim, é problema deles, e afinal eles são e sempre serão outros.
Assinar:
Postagens (Atom)